quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Projeto apresenta o Cerrado em números





Exposição divulgava diferentes espécies do Cerrado(Foto:Gilberto L.Pereira)
A exposição "Cerrado: (Bio)diversão", coordenada por Liliane Martins de Oliveira, do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (Inbio/UFU), expôs durante o Brincando e Aprendendo informações sobre a fauna e flora do Cerrado e também alguns dados matemáticos sobre esse bioma, como, por exemplo, a medida da pata de alguns animais.

                                                                                                                                 Por: Isabela Cardoso

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Dica encerra SNCT 2017 com Astronomia no Parque



         Para encerrar as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Uberlândia, o Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física, da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), irá realizar no próximo domingo, dia 29 de Outubro, mais uma sessão do projeto Astronomia no Parque. O evento, gratuito e aberto a toda comunidade, terá início a partir das 19 horas, no Parque Municipal da Gávea, onde ficam as exposições do Museu. A entrada para o evento será na portaria ao lado do condomínio Gávea Paradiso, localizado na avenida Paulo Gracindo, número 1000, bairro Gávea.
        O público terá a oportunidade de observar com telescópio o planeta Saturno e a Lua, que estará em sua fase crescente. A observação será guiada por monitores capacitados para fornecer informações e esclarecer dúvidas. Segundo a coordenadora do Museu Dica, professora Sílvia Martins, a observação está condicionada ao clima. “É preciso que o tempo esteja bom, sem chuva ou nublado”. 
       
        Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail dica@infis.ufu.br.

Isabela Cardoso
Jornalismo - UFU
Estagiária Bolsista - Museu Dica

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Vai começar o Brincando e Aprendendo!



O evento, que faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Uberlândia, será realizado nos dias 26, 27 e 28 de Outubro, das 10 às 22h, no Uberlândia Shopping, localizado na Av. Paulo Gracindo, nº 15 - Morada da Colina . O Brincando e Aprendendo é gratuito e aberto ao público em geral e contará com diversas atividades como exposições científicas, mostras, oficinas e jogos que estimulam o aprendizado, por meio de exemplos práticos do cotidiano. 

Confira toda a programação no link  www.goo.gl/a8ma6d .
Isabela Cardoso

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Seminário abre atividades do segundo semestre do Programa de Pós-graduação em Física da UFU

Professor doutor Sergio E. Ulloa, da Ohio University, durante palestra na UFU  (Foto: Gilberto L. Pereira - UFU)

          O Programa de Pós-Graduação em Física (PPFIS), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), iniciou suas atividades neste segundo semestre de 2017 com a palestra "Putting Things on Top of Other Things -- Proximity effects in 2D materials", em tradução literal "Colocando coisas em cima de outras coisas - efeitos de proximidade em materiais bidimensionais".          
            O evento, realizado no dia 24 de agosto, contou com a presença do professor doutor Sergio E. Ulloa, da Ohio University, que abordou o tema a aplicação de materiais bidimensionais, por exemplo o grafeno (uma das formas cristalinas do carbono), em dispositivos eletrônicos. A ideia básica dos estudos feitos por Ulloa é que existem novos materiais que permitem isolar uma única camada atômica, ou seja, a espessura do material será de um átomo (unidade básica de matéria, que consiste num núcleo central envolto por uma nuvem de elétrons). Essas matérias - primas poderão ser usadas nos próximos anos na produção de processadores de computadores, celulares e outras tecnologias. Durante a fabricação desses eletrônicos, diferentes materiais bidimensionais são sobrepostos a fim de criar novas funcionalidades, logo é necessário que os materiais usados sejam finos e manipuláveis, para que o resultado final sejam dispositivos menores e mais eficientes.          
           Como resultado da aplicabilidade dos estudos feitos por Ulloa, os dispositivos eletrônicos passam a ser mais rápidos, com memórias mais eficientes e que também gastam menos energia, beneficiando diretamente o consumidor. Com a evolução desse processo, a ideia é que no futuro sejam criados os computadores quânticos, que representam uma computação diferente, capaz de resolver problemas que em computadores tradicionais seriam inviáveis. Por exemplo, um computador quântico seria capaz de quebrar sistemas de criptografia usuais rapidamente, tornando qualquer senha insegura. Em contrapartida, sistemas quânticos podem criar novas formas de criptografia muito mais seguras.          
        Ulloa enfatiza que esses materiais, além de se isolarem em uma única camada atômica, permitem o controle do chamado acoplamento spin-órbita. Tal acoplamento pode ser explicado como a relação entre a direção na qual os elétrons se movem no material e o seu spin.  O spin é uma característica intrinsecamente quântica dos elétrons e está intimamente relacionado às propriedades ferromagnéticas dos materiais utilizados por exemplo em ímãs e até mesmo em memórias dos computadores. Então, com o controle desse acoplamento, é possível manipular a direção na qual o spin se moverá, dando origem a dispositivos mais eficazes.


Professor doutor Sergio E. Ulloa abordou o tema a aplicação de materiais bidimensionais em dispositivos eletrônicos (Foto: Gilberto L. Pereira - UFU)

Isabela Cardoso

terça-feira, 19 de setembro de 2017

UFU realiza a 10ª Semana da Física



UFU realiza a 10ª Semana da Física

O Instituto de Física, da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), promove entre os dias 27 e 29 de Setembro a 10º edição da Semana da Física. O evento, destinado a estudantes, professores e profissionais da área de Física, será realizado no anfiteatro do bloco 5S, no campus Santa Mônica, das 8 às 22 horas. O objetivo é ampliar os horizontes científicos, possibilitando o contato com as pesquisas de ponta no Brasil, além de promover a popularização da área. 

A programação da Semana será composta por palestras, minicursos, oficinas e apresentações de trabalhos sobre temas relacionados à Física Médica, Ciência dos Materiais e ao Ensino de física. O evento contará com a presença de pesquisadores de diversas instituições do País, entre eles, Antônio José Roque da Silva, diretor do Projeto Sirius (O acelerador de partículas brasileiro) e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).

Mais informações no site da Semana www.infis.ufu.br/~xsefis ou com a professora Mariana Odashima, coordenadora do evento, pelo telefone (34) 3291 5924.

Isabela Cardoso
Jornalismo - UFU
Estagiária Bolsista - Museu Dica




terça-feira, 1 de agosto de 2017

Abertas as inscrições para o Brincando e Aprendendo



Estão abertas as inscrições para o cadastramento de atividades no tradicional Brincando e Aprendendo, que é parte das atividades que celebram a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Uberlândia. Os interessados deverão preencher formulário específico, seguindo as normas do edital, disponível no www.dica.ufu.br/brincandoeaprendendo, e enviá-lo, até o dia 8 de setembro, para o e-mail dica.ufu@gmail.com ou snct.brincandoeaprendendo@gmail.com. O Brincando e Aprendendo será realizado entre os dias 26 e 28 de Outubro, no Uberlândia Shopping, sempre das 10 às 22h.

Silvia Martins, coordenadora do projeto em Uberlândia, conta que o Brincando e Aprendendo tem como objetivo proporcionar um espaço interativo que permita à população, em especial crianças e jovens, a aprender e discutir questões sobre a ciência no seu cotidiano, buscando promover a inclusão científica. " Serão diversas ações, propostas por pesquisadores e divulgadores da ciência, referentes, sobretudo, ao tema central da SNCT, que é 'A Matemática está em Tudo' ", explica.

O Brincando e Aprendendo está em sua 7ª edição e é organizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU) e Instituto Federal do Triângulo Mineiro(IFTM).

Mais informações pelos telefones 3230-9517 e 9 99987398 ou pelo e-mail Snct.brincandoeaprendendo@gmail.com
Isabela Cardoso

Abertas as inscrições para filiação à Feira Ciência Viva



Estão abertas as inscrições para filiação de feiras educativas à Feira Ciência Viva. O público alvo são as escolas públicas e particulares da cidade e região. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição, seguindo as normas do edital, disponível no site www.dica.ufu.br/cienciaviva até o dia 30 de Setembro. A Ciência Viva será realizada nos dias 21 e 22 de novembro, das 9 às 17h, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), campus Santa Mônica.

De acordo com Adevailton Bernardo dos Santos, professor do Instituto de Física (Infis/UFU) e coordenador do projeto, a Feira tem como objetivo aproximar estudantes dos Ensinos Fundamental I e II, e do Ensino Médio, da iniciação cientifica, por meio de desenvolvimento de trabalhos e experimentos, seguindo as normas acadêmicas. "Além disso é importante promover a socialização, o trabalho em grupo e estimular o pensamento científico dos alunos", salienta o professor.

A Feira Ciência Viva é um evento anual realizado desde 1995 e que faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Uberlândia, desde 2009. É uma realização do Museu Diversão com Ciência e Arte, do Instituto de Física (Dica/UFU), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) e Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU).

Mais informações pelo telefone (34) 3230-9517 ou pelo e-mail cienciavivaudia@gmail.com
                                                                                                             Isabela Cardoso

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dica oferece Observação com Telescópio





                        

O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica) do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/ UFU) promove no próximo sábado (29), o projeto Observação com Telescópio. O evento é gratuito e acontecerá a partir das 19 horas, no gramado ao lado do bloco 5R, no campus Santa Mônica. O público terá a oportunidade de observar os planetas Saturno, Júpiter e a Lua, em sua fase crescente. A observação será guiada por monitores capacitados para fornecer informações e esclarecer dúvidas.

De acordo com a coordenadora do Dica, a realização da atividade está condicionada ao clima. “O dia não pode estar chuvoso e nem com o céu nublado, pois impossibilita a observação”.

Para mais informações sobre a observação, entrar em contato pelo e-mail dica@infis.ufu.br.



Por: Isabela Cardoso

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vamos observar os astros celestes?

O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), realiza neste sábado (1º) mais uma sessão de Observação com Telescópio. Neste dia, O público poderá visualizar a conjunção dos astros Júpiter e Lua (em fase crescente) e também o planeta Saturno. Gratuito e aberto à sociedade em geral, o evento acontecerá no gramado ao lado do bloco 5R, no campus Santa Mônica, a partir das 19 horas. A observação será guiada por monitores capacitados para fornecer informações e esclarecer dúvidas.

        Para mais informações sobre a observação, entrar em contato pelo e-mail dica@infis.ufu.br.

Isabela Cardoso
Jornalismo - UFU
Estagiária Bolsista - Museu Dica


sexta-feira, 23 de junho de 2017

"SBPC Vai à escola" em Uberlândia

                                                                                                                     
Visitantes tiveram a oportunidade de observar a estrutura de flores (Foto: Gilberto L. Pereira - UFU)


         
          A cidade de Uberlândia recebeu pela primeira vez o "SBPC vai à Escola". O evento, lançado em 2015 pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi realizado de 31 de maio a 2 de junho, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e no Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (Cemepe). O projeto, que nesta edição teve como tema a Biologia, contou com palestras e exposições de pesquisados da UFU, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
           
       A professora Renata Carmo De Oliveira, do Instituto de Biologia (Inbio/UFU), uma das organizadoras do evento, conta que a iniciativa buscou tornar o estudo de ciência divertido para todos. "O objetivo foi aproximar os alunos de assuntos científicos sempre respeitando a idade de cada um e seus interesses, por isso trouxemos exposições e palestras com diferentes dinâmicas e temáticas para que todas as faixas etárias fossem atendidas", explica ela. Oliveira acredita que o local, a forma de apresentação e a comunicação oferecidos pelo "SBPC vai à Escola" estimularam os estudantes. “É um espaço não formal de educação, muito diferente da rotina de ensino. Assim, o envolvimento, a demonstração de interesse e prazer são o que as crianças devolveram aos organizadores, o que é muito gratificante”, diz a professora.
             O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física (Infis/UFU), levou parte de seu acervo para que os estudantes tivessem a oportunidade de interagir com experimentos científicos variados e divertidos. A mostra contou com equipamentos da Exposição Itinerante. O projeto de Leonardo Batista Neto, um dos monitores do Dica, por exemplo, envolveu instrumentos como a "Pilha Humana", o Eletroímã, o Túnel Infinito, e o Espelho Flutuante. "Os brinquedos apresentaram conceitos de Física de modo interativo aos visitantes para que a aprendizagem fosse mais descontraída. Foi uma experiência incrível participar do SBPC Vai à escola; é muito bom ver o interesse das crianças", observa Batista Neto.
Equipamento "roda", da exposição itinerante que o Dica expôs no evento ((Foto: Gilberto L. Pereira - UFU)
                                                                                                                                       Isabela Cardoso

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Vem aí o Brincando e Aprendendo

          Bruno Prado

        O tradicional Brincando e Aprendendo, que faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Uberlândia, será realizado nesta quinta (20) e sexta-feira (21), das 8 às 17h, e no sábado (22) das 9 às 14h, no Parque Municipal Gávea, localizado à Avenida dos Vinhedos, n. 555, bairro Morada da Colina. Em sua 6ª edição, o evento, gratuito e aberto ao público em geral, contará com diversas atividades como exposições científicas, mostras, oficinas e jogos que estimulam o aprendizado, por meio de exemplos práticos do cotidiano.
           Mais informações podem ser obtidas com a professora Silva Martins, coordenadora da SNCT 2016 em Uberlândia, pelos telefones (34) 3230-9517 e (34) 3239-4596 ou pelo e-mail comissaosnctuberlandia@gmail.com.

SNCT recebe a III Mostra de Biofísica

Bruno Prado


Como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2016 em Uberlândia, o Anfiteatro do Bloco 2A, do Campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) recebeu a III Mostra de Biofísica: riscos e benefícios da radiação UV. O evento foi realizado no dia 18 de outubro e contou com a presença de pesquisadores que são referência na área.
Uma das convidadas, a professora Dra. Emico Okuno, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF/USP), falou sobre o assunto que dá nome à mostra. “Um dos principais riscos da radiação UV está relacionado à causa do câncer de pele, sendo uns mais e outros menos problemáticos. Já o maior benefício é a síntese da vitamina D. Se você fica 15 minutos ao sol durante o dia, você tem a quantidade ideal de vitamina D”, afirma.

Em sua segunda visita a Uberlândia, a pesquisadora afirma que eventos desse porte são importantes para a construção do conhecimento. “Sempre que me convidam, eu estou disponível. O conhecimento que cada pessoa adquire é algo que ela leva para o resto da vida. Buscamos sempre aprender e repassar”, conclui.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Astronomia no Parque Gávea

Adrivania Santos

Thomé Costa foi um dos participantes do Astronomia no Parque (Foto: Adrivania Santos)

         O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia promoveu nesse domingo (16), no Parque Gávea, o “Astronomia no Parque”. Os participantes observaram , por meio de um telescópio, o planeta Saturno e a lua cheia, além de outros astros no céu de Uberlândia.
 Ivair Ribeiro, monitor do Museu, acredita que o Astronomia no Parque é uma oportunidade para popularizar a ciência, além de dar visibilidade ao Museu Dica no Parque Gávea, que ainda é pouco conhecido na cidade. 
O estudante Thomé Costa, que participou do evento,  aproveitou a oportunidade para conhecer outras atividades promovidas pelo Museu Dica. “Acho importante que a população tenha acesso a eventos como esse; é interessante questionar como somos pequenos em relação ao universo”. 

Escola Municipal expõe trabalhos na SNCT em Uberlândia

Bruno Prado

EMEI Profº Cornélia Yara Castanheira participa mais uma vez da SNCT Uberlândia (Foto: Gilberto Pereira-UFU)

De hoje (17) a 21 de outubro, das 13h às 18h, a Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Professora Cornélia Yara Castanheira, que fica na Av. Jaime Ribeiro da Luz, n. 1.991, bairro Segismundo Pereira, promove a exposição dos projetos Pequeno Inventor e Pequeno Cientista. O evento reúne trabalhos dos alunos sobre o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2016, “Ciência alimentando o Brasil”, e terá a apresentação de um teatro infantil com receitas saudáveis.
A SNCT, em Uberlândia, será lançada oficialmente hoje, às 18h, no Centro de Convivência do Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O evento tem programação confirmada até o final do mês de novembro.
 Mais informações sobre a programação da SNCT 2016 em Uberlândia podem ser obtidas com a professora Sílvia Martins, pelo telefone (34) 3230-9517, e-mail comissaosnctuberlandia@gmail.com ou pelo site http://sctuberlandia.blogspot.com.br.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cinema e Ciência na UFU


Bruno Prado

O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), promove mais uma edição do Cine Dica. O projeto visa, por meio do cinema, despertar e estimular a curiosidade e o interesse pela ciência. Gratuito e aberto ao público, o evento acontecerá no próximo sábado, dia 18 de junho, às 16 horas, no anfiteatro do bloco 1X, campus Santa Mônica, com a exibição do filme “O jogo da Imitação”. Haverá emissão de certificados e pipocas para acompanhar a sessão.
Depois do filme, o professor André Backes, da Faculdade de Computação (Facom/UFU), discutirá sobre alguns campos da computação abordados no filme.

Sobre o filme
O Jogo da Imitação (2015), do diretor Morten Tyldum, abrange o contexto de criação do primeiro computador. Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usavam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas.
Mais informações pelo telefone (34) 3230-9517 ou através do e-mail dica@infis.ufu.br.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Uma nova era para a Astronomia

Por Bruno Prado

O ano de 2016 começou com uma notícia histórica para a Astronomia. No dia 11 de fevereiro, pesquisadores do projeto americano denominado Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo, sigla em inglês) captaram e comprovaram a existência de ondas gravitacionais, fenômeno previsto pelo físico alemão Albert Einstein há exatos 100 anos. A descoberta foi motivada pela detecção da colisão de dois buracos negros em 14 de setembro de 2015. Essa colisão ocorreu há mais de 1 bilhão de anos-luz da Terra. Calculou-se que estes objetos possuem 30 vezes a massa do Sol.
Ao elaborar a Teoria da Relatividade Geral, Einstein defendeu que há uma espécie de tecido chamado espaço-tempo, no qual se desenvolvem todos os eventos do Universo. Quando um objeto se move nesse tecido, sob a ação de uma força gravitacional, cria oscilações conhecidas como ondas gravitacionais, assim como um barco em movimento cria ondas na água. Demonstrar a existência dessas ondas era um dos últimos desafios pendentes da Teoria de Einstein, e representa uma nova era para a pesquisa científica, pois permite novos estudos de fenômenos que não são visíveis pela luz.
Nesta entrevista, os professores Gerson J. Ferreira e Fabricio Macedo de Souza, professores e membros do Grupo de Nanociências do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), falam um pouco mais sobre os fenômenos físicos e a pesquisa do Ligo, destacando a importância da descoberta. Além disso, projetam o futuro para a pesquisa científica.


Colisão de buracos negros motivou as ondas gravitacionais captadas pelo Ligo. (Foto:Andy Bohn et al.)

  
O que são ondas?

Gerson: Quando definimos uma onda em um curso introdutório de Física, começamos pela definição de um pulso em uma corda. Imagine uma corda esticada, e você balança para cima e para baixo, uma vez só. Há uma deformação nessa corda que se propaga como uma onda. Outros exemplos de onda são o som e a luz [onda eletromagnética].
Fabrício: Quando você joga uma pedra na superfície de um lago você vê a formação de ondas na sua superfície, o que é uma visualização bastante popular de onda. Nós não vivemos sem as ondas. Quando nós falamos, por exemplo, estamos usando as ondas sonoras. Quando acionamos um celular, estamos transmitindo ondas eletromagnéticas.

Como definimos a gravitação?

Gerson: A gravitação é algo muito difícil de definir se pensarmos em detalhes. Para o Newton, a gravidade é uma força relacionada à massa dos corpos. Então, se dois corpos têm massa, eles se atraem. O problema é que essa atração ocorre via ação à distância, instantânea. Essa ação, filosoficamente, não pode existir, precisa ser melhor definida. Essas estranhezas são resolvidas por Einstein na Teoria da Relatividade Geral.  Nesta, entendemos o tempo como algo relativo, sendo este um componente do espaço-tempo, plano quadridimensional em que se desenvolvem os eventos do universo. Se compararmos o espaço-tempo com uma cama elástica, e nela colocarmos uma bola de boliche representando um planeta, estrela ou qualquer corpo massivo, ela se deformará, equivalendo a uma deformação do espaço-tempo. Agora imagine uma bola de gude correndo nessa manta. Ela deve sentir a influência da deformação e cair. Nesse caso, você não vê mais a gravitação como uma força, pois não se trata de uma interação entre duas partículas, mas uma partícula deformando um plano, e a outra seguindo essa deformação. Isso resolve a questão da instantaneidade, pois essa deformação leva um tempo para se propagar.
Fabrício: Vale destacar que a informação no universo caminha na velocidade da luz, levando assim um certo tempo para se propagar de um ponto a outro no espaço. A luz que sai do Sol, por exemplo, leva aproximadamente oito minutos para chegar na Terra. As ondas gravitacionais também viajam na velocidade da luz. Desse modo, suponhamos que o Sol desapareça instantaneamente. Pelo olhar de Einstein, olhando a gravitação, a Terra deve continuar orbitando em torno do Sol durante aproximadamente oito minutos, até receber a informação que ele desapareceu, já para Newton, a saída da Terra da órbita deveria ser instantânea.

Falem um pouco mais sobre a formação das ondas gravitacionais?

Gerson: Pensando na analogia do espaço-tempo como uma manta elástica, ao agitar essa manta, eu crio ondulações, assim como ao agitar uma corda. São ondas de oscilações no espaço-tempo. Imagine que aquela bola de boliche está se movendo na manta. É essa dinâmica que cria ondas de oscilação, da mesma forma que teremos as ondas numa superfície de água em que eu fique mexendo. São as dinâmicas que mudam o padrão das superfícies e vão se propagar a uma determinada velocidade.
Fabrício: Einstein previu a existência de ondas gravitacionais em 1916, após a publicação da sua equação de campo em 1915. O que ele percebeu foi que corpos muito massivos, ao se moverem, distorcem o tecido do espaço-tempo, produzindo pequenas ondulações que se propagam nesse tecido.

            Como os pesquisadores detectaram as ondas gravitacionais?

Gerson: O projeto Ligo usa um interferômetro ótico para medir a deformação causada pelas ondas gravitacionais. O interferômetro é composto por um feixe de laser que é separado em duas componentes apontadas em direções distintas. Cada componente percorre uma longa distância (cerca de 4 km), refletem em espelhos e retornam para se recombinar. Ao se reencontrarem, os feixes de laser, que são ondas eletromagnéticas, se interferem da mesma forma que duas ondulações em um lago podem se somar. As características da interferência dependem das distâncias percorridas por cada feixe de laser. Quando as distorções geradas pelos buracos negros finalmente atingem a Terra, geram rápidas e ínfimas contrações e expansões no espaço. Essas deformações são menores do que o tamanho de um núcleo atômico. Porém, é suficiente para modificar as distâncias percorridas pelos feixes de laser do interferômetro, afetando o padrão de interferência. Parece ser impossível de ser medida. Essa precisão é um dos feitos mais fantásticos do Ligo.


O laboratório Ligo detectou as pequenas variações e confirmou a ocorrência das ondas gravitacionais. (Foto:National Space Foundation)

Qual a importância dessa descoberta para o futuro da pesquisa científica?
         
            Fabrício: Todo o conhecimento de universo que nós temos até agora é baseado na luz, e essa descoberta trás uma nova perspectiva, pois os cientistas irão buscar novas fontes de ondas gravitacionais. Na própria colisão dos buracos negros, não poderíamos observar o acontecimento utilizando fótons, pois nem mesmo a luz consegue escapar da intensa gravidade de um buraco negro. . As ondas gravitacionais, por outro lado, permitem que os cientistas “vejam” coisas até então não acessíveis via ondas eletromagnéticas.
           Gerson: Imaginem alguém atrás da parede acendendo e apagando uma lanterna. Você não pode enxergar. A luz de uma estrela distante pode ser barrada por outras estrelas ou planetas antes de chegar à Terra. Já as deformações do espaço-tempo, as ondas gravitacionais, até onde sabemos, não são barradas pela matéria. Ela se propaga. Talvez possamos observar fenômenos que ocorreram nos instantes iniciais do universo, logo após o Big Bang. Ganhamos um novo olho.


          Quais os impactos práticos dessa comprovação para o cotidiano da humanidade?
        
          Fabrício: A pesquisa básica em Astronomia e em ciência espacial tem por tradição gerar muita tecnologia empregada no dia-a-dia das pessoas. Seja em uma cirurgia de precisão a laser ou num simples travesseiro viscoelástico.
Gerson: Ainda não temos nenhum impacto prático. Uma das aplicações da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, e que usamos no dia a dia, é o GPS. A precisão do GPS depende de relógios situados em satélites e que são perfeitamente sincronizados em função do conhecimento que temos da relatividade do tempo prevista por Einstein. É difícil prever quais serão os impactos práticos, mas com certeza passamos agora a enxergar o universo com outros olhos. Um dos membros do Ligo afirmou que essa descoberta “é como Galileu apontando pela primeira vez o telescópio para o céu”. Antes disso, a Terra era plana, era o centro do universo. De repente mudou tudo. Quando ele apontou para o céu, era a primeira observação do universo com luz, agora temos a primeira observação com ondas gravitacionais.  Aguardamos ansiosos para descobrir o que as novas medidas irão revelar.

terça-feira, 1 de março de 2016

Sessão de cinema de graça na UFU

'Interstellar' será o primeiro filme do Cine Dica em 2016 (Divulgação)

Por Bruno Prado

 O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física da Universidade Federal de Uberlândia (Infis/UFU), promove mais uma edição do Cine Dica. O projeto visa, por meio do cinema, despertar e estimular a curiosidade e o interesse pela ciência. Gratuito e aberto ao público, o evento acontecerá na próxima sexta-feira, dia 04, às 19 horas, no anfiteatro do bloco 3Q, campus Santa Mônica, com a exibição do filme Interstellar.
Após a sessão, o professor Dr. Fabricio Macedo de Souza (Infis/UFU) abordará alguns campos de pesquisa da astrofísica, como buracos de minhoca (wormholes), o espaço-tempo na relatividade geral, a busca por exoplanetas e a recente descoberta das ondas gravitacionais.
O Cine Dica, coordenado pelo professor Eduardo Kojy Takahashy (Infis/UFU), teve início em 2014, ano em que exibiu os 13 episódios da série “Cosmos - Uma odisseia no espaço”.

Sobre o filme
O filme Interstellar, lançado em 2014 e dirigido por Christopher Nolan, conta a história de Cooper (Matthew McConaughey), líder de uma missão que tem como objetivo verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, visto que a Terra tem consumido boa parte de suas reservas naturais. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) iniciará uma própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.